Risco aumentado de inflamação subclínica em pacientes com Retocolite Ulcerativa e Colangite Esclerosante Primária

Risco aumentado de inflamação subclínica em pacientes com Retocolite Ulcerativa e Colangite Esclerosante Primária

  • 16 | fevereiro
  • admgastroefigado

Cleveland et al, na edição de janeiro da revista Clinical Gastroenterology and Hepatology, relatam ter observado que pacientes com Colangite Esclerosante Primária (CEP) associada a Retocolite Ulcerativa (RCU) apresentam risco aumentado de ter inflamação do cólon direito, quando comparados a pacientes com RCU sem CEP. Esta inflamação, com base em achados endoscópicos e histológicos, é um fator de risco independente para o desenvolvimento de neoplasia colorretal.

Os pesquisadores realizaram uma análise retrospectiva em 143 pacientes comparando a atividade da doença subclínica em pacientes com RCU com e sem CEP. Pacientes com as duas doenças associadas apresentam risco quatro vezes maior de atividade endoscópica e 5 vezes maior para marcadores histológicos da ativação da doença no cólon direito, quando comparados aos pacientes somente com RCU.

A RCU em pacientes com CEP é frequentemente assintomática ou oligossintomática em relação à RCU sem CEP. Dessa forma, acredita-se que o vínculo entre RCU com CEP e o câncer colorretal, que comumente se desenvolve no cólon direito, se deva à doença subclínica e diagnósticos tardios.

Os autores da pesquisa propõem que a colestase em pacientes com CEP propicie acumulação de ácidos biliares secundários, com potenciais características carcinogênicas, cujas concentrações são maiores no cólon proximal, podendo contribuir para o aparecimento de neoplasias nessa região.

A recomendação destes pesquisadores é que seja avaliado rotineiramente a atividade da RCU no cólon proximal de pacientes com RCU e CEP em remissão clínica, ainda que os pacientes não apresentem inflamação endoscópica.

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